Volteio

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Vanessa Quintiliano

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Os exercícios obrigatórios

São exercícios técnicos que devem ser executados com a contagem de quatro galões de galope para os exercícios estáticos e o ritmo dos galões deve coordenar os exercícios dinâmicos. São eles: Subida, Base, Estandarte, Moinho,  Em pé, Tesouras e Amazonas.

Confira as características

Subida: A subida dos obrigatórios é básica, porém bastante complexa. O volteador aproxima-se do cavalo a galope, toca as mãos nas alças, bate os dois pés com força no chão a fim de aproveitar o impulso do galope. Em seguida, direciona o quadril para cima na altura da cabeça, a perna direita também é elevada formando uma linha contínua com a perna esquerda que por sua vez deve ficar esticada e quase perpendicular ao chão. Uma subida perfeita é aquela aonde o volteador chega a uma parada de mãos aterrizando na posição base.

Obs: Na subida, a parada de mãos não chega a uma junção total das pernas, o volteador passa apenas pela vertical.

Base: A base é um exercício estático, em que o volteador permanece sentado logo atrás do cilhão. O objetivo desse exercício é o assento estático, com pernas bem alongadas e boa postura. O volteador fica sentado sobre os ísquios, tendo de manter uma linha entre calcanhar, quadril, costas, ombros e cabeça. Os braços ficam abertos lateralmente, com a altura ideal na linha dos olhos.O atleta deve manter o quadril junto ao dorso do cavalo, isto é, deve manter seu assento estável mostrando harmonia e controle do corpo.

Para se apresentar uma boa base, a musculatura abdominal, dorsal e das pernas (principalmente da sua parte interna) devem estar bem trabalhadas. A sustentação de braços (ombros fortes) também deve estar em boa condição.

Estandarte: Exercício onde o atleta fica ajoelhado sobre o lombo do animal, mão direita no cilhão, perna direita esticada para trás com leve inclinação para cima, braço esquerdo esticado para frente com leve inclinação para cima também e olhar para frente. A altura entre dos ombros deve ser igual entre si, o quadril precisa estar também em igual altura com os ombros e os glúteos também devem se mostrar paralelos. O estandarte, para ser perfeito, precisa estar equilibrado, ombros paralelos, glúteos paralelos, quadril e ombros paralelos entre si, e, o braço e a perna que estão em elevação, devem também estar paralelos (seus prolongamentos). O estandarte exige musculatura dorsal fortalecida, glúteos com força de sustentação, braços fortes, muito equilíbrio, coordenação e controle do corpo.

Estandarte

Moinho: Exercício que exige flexibilidade, força de sustentação e controle do corpo. O moinho é a mudança de posição de assento mantendo o mesmo eixo do assento básico. O atleta inicia o moinho na posição base com as mãos no cilhão. Em seguida eleva a perna esquerda até a altura dos olhos para passá-la ao outro lado (junto à perna esquerda), num movimento amplo, harmonioso e contínuo. O atleta repete esse movimento com a outra perna para ficar na posição base, porém de costas para o pescoço do animal. O volteador continua esse movimento até voltar à posição inicial, dando então, uma volta sobre o cavalo. O moinho deve ser executado com a contagem do galão de galope. É, pois, um exercício estático, pois, mesmo mudando seu olhar de direção, o atleta mantém um eixo fixo: o quadril.

Moinho

Em pé: Como o nome diz, o volteador precisa ficar de pé sobre o lombo do animal. Os braços ficam abertos lateralmente igual aos da posição base. Os joelhos ficam levemente flexionados para absorver o galope e o olhar se mantêm direcionado para frente. Esse exercício obrigatório exige do atleta coragem, harmonia, equilíbrio e confiança no animal. A musculatura das pernas é exigida e os ombros devem ter força para sustentar os braços.

Em pé começando a execução de um exercício livre

Tesouras: exercício executado em duas partes

1ª parte - Com um impulso feito com as pernas, o volteador sai da posição base para uma vertical (parada de mãos) fazendo uma rotação com o tronco e quadril para aterrizar na posição base de costas. Na realidade, não se chega exatamente a uma parada de mãos, pois o atleta não pára nesta, mas sim passa por esta para fazer a rotação num ponto de equilíbrio. Para aterrizar, os ombros devem avançar a linha do cilhão a fim de deslocar o peso para uma leve aterrisagem.

2ª parte - Através de um impulso em forma de arco feito com as pernas, o volteador as direciona rapidamente para cima elevando o quadril para assim ter elevação suficiente para cruzar as pernas e retornar à posição base tradicional. O objetivo (no ápice do exercício) da segunda parte da tesoura é a formação de 90 graus dos braços e pernas em relação ao tronco, estando este último paralelo ao lombo do cavalo.
É um movimento muito complexo, exigindo do atleta noção de espaço, flexibilidade, mobilidade, rapidez, força e controle. A musculatura abdominal, dorsal e dos braços também devem estar condicionados.

Amazonas: Com um impulso feito com as pernas, o volteador sai da posição base para uma parada de mãos, flexionando em seguida o tronco (carpando) para aterrizar de amazonas (com as duas pernas do lado esquerdo) mirando para frente. Logo após, com outro impulso o atleta vai para a vertical, descendo enfim para fora do círculo, finalizando os exercícios obrigatórios.

Série livre

A série livre (Kür) mostra a criatividade do atleta. Tanto na apresentação por Equipe quanto a Individual, o atleta e o treinador escolhem as figuras que farão parte da coreografia e a seqüência a serem executadas. Para a equipe, o tempo de duração da série é de cinco minutos, enquanto na individual, apenas um minuto.

Para montar uma série é preciso seguir os critérios de avaliação, ou seja, montá-la de forma que possibilite uma variação quanto aos tipos de exercícios e a harmonia entre eles.

Para entender melhor o julgamento de uma série livre segue o esclarecimento dos critérios de avaliação e o que eles significam:

Coreografia: São avaliados os tipos de exercícios de uma série, isto é, exercícios de equilíbrio, força, elasticidade. A série deve ter todos esses componentes, além de harmonia com a música e com o cavalo.

Execução: Os movimentos devem ser feitos com estabilidade, harmonia com o galope do cavalo e beleza. A forma no volteio é bastante considerada e a nota de execução na avaliação tem peso dois.

Grau de Dificuldade: Cada figura da série é avaliada com uma nota para o seu grau de dificuldade. O modo de avaliá-las é através de três letras:
S - Grau de dificuldade alto, 0,9 ponto no individual e 0,6 na equipe
M - Grau de dificuldade médio, 0,6 no individual e 0,4 na equipe
L - Grau de dificuldade baixo, 0,2 no individual e 0,2 na equipe

Para se obter dez no grau de dificuldade é preciso executar um exercício de altíssima dificuldade e criatividade, mesmo possuindo dez figuras de nível S. As figuras de nível L são figuras básicas normalmente utilizadas para as

Teste Técnico

É uma série que deve ser executada em 1 minuto, onde o volteador necessita apresentar 5 exercícios: Subida de rolo, Estrela, Prancha, Agulha lateral e em pé lateral.

É analisada nessa série a execução destes 5 exercícios mais a composição da mesma

Acessórios

Do cavalo: Guia (corda que segura o animal); Cabeçada, Cilhão (cilha que fica um pouco atrás da cernelha do animal com alças), Manta, Espuma (proteção que fica embaixo do cilhão), Ligas (faixas que protegem as patas do cavalo), Chicote e Rédeas.

Do volteador: roupas de ginástica como calça de lycra ou suplex, sapatilhas e os cabelos bem presos. Em competições, o atleta usa um colant de lycra ou suplex .

Com a fonte: Thais Tavares Paes; fotos: Ricardo Monteiro/ Codhec Audiovisual; aguarde imagens de todos os exercícios

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