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Aproximam-se os Jogos Equestres Mundiais de Kentucky e cresce a expectativa em relação às performances dos atletas que representarão o Brasil. A equipe de Concurso Completo de Equitação (CCE) compete do dia 30/9 até 03/10, com a parte de adestramento dividida em dois dias,  mais um dia para o Cross e outro para o Salto.

Vão defender o Brasil: Serguei Fofanoff / Ekus TW, Ruy Fonseca / Tom Bombadill Too, Jesper Martendal / Land Jimmy e Guto de Faria / Ritz Carlton.

Guto de Faria, nascido no interior de São Paulo, morou mais de 11 anos na Inglaterra onde teve a oportunidade de aperfeiçoar sua técnica e competir no circuito europeu de CCE.  Ele detém, até o momento, o melhor resultado de um cavaleiro brasileiro no tradicional e difícil concurso de Badminton. Foi medalha de bronze no Panamericano de 2003, além de outros títulos nacionais. Reside atualmente em Goiânia/GO, onde está à frente do novo centro hípico Villa Cavalcare.

Cavaleiro integrante da equipe brasileira de CCE tem o melhor resultado brasileiro em Badminton; foto: arquivo pessoal do atleta

Confira como anda a preparação de Guto para os Jogos Equestres Mundiais.

Qual o planejamento ideal para competições de alto nível?

Guto Acredito que um bom planejamento deve começar com um ano de antecedência em relação ao evento, visando atingir o auge da performance. Nesse período, podemos planejar a participação nas provas a fim de obter as devidas qualificações, sem  pressão e sem deixar para a última hora. Além disso, durante um ano podemos aprimorar muito a parte técnica e física dos cavalos e cavaleiros. Para mim, a qualificação para o Mundial foi muito tranquila, pois já tinha atendido essa exigência no ano passado.

Como foi o seu treinamento para o Mundial de Kentucky?

Guto Claro que sempre temos alguns ajustes, mas o trabalho “bruto” já foi feito. As competições de salto, adestramento e CCE de menor exigência são essenciais, uma vez que nelas são adquiridos ritmo de prova e aprimoramento técnico. Devido à grande exigência física e alto grau de competitividade, o fôlego e o condicionamento dos músculos e articulações são essenciais para que não não se corram riscos de contusões e por conseqüência, ficar fora do evento planejado.
 
Como é o manejo dos seus cavalos ?

Guto Acredito que o segredo está em manter uma rotina diária consistente e segura. Claro que uma boa ração e feno de boa qualidade são fundamentais para a manutenção do cavalo atleta, além dos suplementos necessários a cada cavalo individualmente. Além disso, acredito que  o acompanhamento veterinário, hoje em dia, para competições de alto nível, seja fundamental para o bom desempenho do conjunto, antes, durante e depois dos eventos.

Qual é a sua meta para o Jogos Mundiais?

Guto Minha meta será conquistar a vaga olímpica para o Brasil. Se realizarmos esse objetivo, nosso resultado já terá sido de imensa importância para o esporte e consagrará o trabalho sério dos cavaleiros e do nosso treinador, além é claro, do apoio da CBH. Entre o planejado e o realizado houve, sim, grande diferença. Mas, como disse, graças a um planejamento de pelo menos um ano, meu cavalo Carlton e eu tivemos bons resultados nas competições anteriores, o que me dá confiança de seguir em frente para o Mundial de Kentucky.

Como você avalia a contratação pela CBH do britânico Nick Turner como técnico da  equipe brasileira?

Guto Acredito que tenha sido uma virada de página nos antigos costumes de se contratar treinadores na véspera de uma competição importante. Sempre fui contra essa prática. O aperfeiçoamento da técnica, a mudança de treinamento e a rotina de trabalho devem ser feitas com calma e gradativamente. O Nick é muito competente como treinador. Sabe lidar com os cavaleiros e com os dirigentes, além de acreditar na capacidade dos cavalos e cavaleiros brasileiros. Agora depende de nós trabalhar para  formar novos cavaleiros que possam estar presentes nas próximas equipes.
 
Quais são as suas expectativas quanto a equipe brasileira nos Jogos Panamericanos, ano que vem, no México ?

Guto Gostaria de ver novos conjuntos disputando as vagas. Hoje, temos um grupo de cavaleiros já experiente, o que é ótimo! Mas é necessário sangue novo, de qualidade, entrando nessa disputa. Acredito que o Pan do Rio deixou bem claro que podemos disputar a medalha de ouro. O que não podemos é nos convencer de que os americanos e canadenses são “intocáveis” e não ter a coragem de disputar essa medalha.

 Fonte Horsecross, por Karen Tatiana Rodrigues: empresária e amazona, membro do Comitê de Assessoria de CCE na gestão CBH 2009/2012, Presidente do Conselho Deliberativo da ABHIR 2009/2010

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