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Vanessa Quintiliano

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Joca volta a competir na sexta-feira, 16/9, na final individual estilo livre pelo Grau Ib. Nessa quinta,15/9, Vera Lucia Mazzilli e Sergio Oliva disputam a final individual Grau Ia.

O medalhista paralímpico Marcos Fernandes Alves, o Joca, competiu nesta quarta-feira,14/9, na final individual da classe Ib dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Montando Vladimir, o brasileiro conseguiu 68,897% e terminou a competição em 6º lugar. Dono de duas medalhas de bronze nos Jogos de Pequim 2008, Joca avançou para a final estilo livre, onde cada conjunto deve realizar uma coreografia própria com música. 

"Minha prova hoje já foi melhor que no primeiro dia, consegui amentar a nota em quase dois por cento. É uma reprise com mais trote, onde eu estou melhor com o Vladimir, consigo exigir mais dele e ter o controle. E ao passo eu tenho que treinar mais, porque ainda não estou com o tempo de tirar o melhor dele. Eu estou me sentindo muito bem com o Vladimir, ele tá firme, mas são detalhes que eu preciso de mais montada com ele para acertar", analisa Joca.

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Joca, dono de duas medalhas de bronze conquistadas na Olimpíada 2018, cada vez mais entrosado com Vladimir

O conjunto campeão paraolímpico da classe Ib foi o austríaco Pepo Punch / Fontainenoir com 75,103% de aproveitamento. A medalha de prata ficou com o britânico Lee Pearson / Zion com 74,103% e o bronze com a dinamarquesa Stinna Kaastrup/ Smarties.  73,966%. 

Com a soma da nota de hoje e de domingo, quando competiu por equipe, Joca alcançou a pontuação de 135,737%. Com o resultado final ele ficou entre o terço melhor colocado da classe Ib e vai disputar na sexta-feira,16/9, a final individual estilo livre. 

"A tendência é só melhorar com ele. É com um cavalo que eu conheço pouco ainda, estamos juntos há cerca de um mês contando o tempo que montei ele. Mas eu sei que posso tirar ótimos resultados, vai depender mais de mim. Vou treinar bem amanhã para sexta fazer uma nota ainda melhor", disse Joca, que promete agitar o público com um pot-pourri de música brasileira, incluindo funk, na apresentação final. 

Com a pontuação de Marcos Fernandes Alves a equipe do Brasil terminou o dia de hoje em 9º lugar com 270,840%. Nesta quinta-feira,15/9. acontecem as finais individuas das classes II e Ia. Nessa última, voltam a competir Vera Lucia Mazzilli / Ballantine, às 12h54, e Sergio Oliva / Coco Chanel, às 13h30. Na passagem por equipe, Sergio foi o 5º colocado e vai para a pista com chances de medalha. 

"A gente sempre melhora no segundo dia, mas eu esperava um pouco mais dos resultados, com notas entre 69% e 70%. Tivemos algumas surpresas aqui, como a equipe da Noruega que está muito forte e desde Pequim não ganhava nada. Mas o Brasil está muito bem, amanhã temos a Vera e o Sérgio competindo, ambos com conjuntos muito bons. Vamos continuar focados e fazer o nosso melhor", disse Marcela Parsons, diretora de Adestramento Paraequestre da Confederação Brasileira de Hipismo. 

Entenda a competição

A competição durante os Jogos Paralímpicos inclui cinco graius  - Ia, Ib, II, III e IV - e consiste em disputas por equipe, individual e individual estilo livre.  A disputa individual é a prova final por equipe e também determina as medalhas do campeonato individual de cada grau. 

Para a disputa por equipe, cada país pode participar com três ou quatro conjuntos, sendo que pelo menos um deve ser da classe Ib ou da classe II e não mais do que dois da mesma classe. O resultado é definido pelo somatório do percentual de cada conjunto na prova por equipe e individual. Os três melhores resultados determinam a pontuação final do país e o vencedor é aquele que tiver mais pontos. 

Participam da decisão do individual estilo livre os conjuntos classificados entre a terça parte superior de cada classe e que tenham alcançado a pontuação mínima de 58% na média das competições individual e por equipe. Cada conjunto deve realizar uma coreografia própria com música. 

As competições de Hipismo Adestramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 contam com 29 países, sendo que 14 participam da disputa por equipes: Brasil, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Noruega, Cingapura e Estados Unidos. Estão em jogo 33 medalhas reunindo todas as classes: 15 no individual, 15 no estilo livre e três por equipe. 

As classes

Grau Ia - Cadeirantes com comprometimento severo dos quatro membros. Eles podem ser capazes de andar, mas normalmente com instabilidade por conta das dificuldades com o equilíbrio e estabilidade do tronco. 

Grau Ib - Cavaleiros, principalmente usuários de cadeira de rodas, com falta de equilíbrio do tronco e comprometimento da função em todos os quatro membros, ou nenhum equilíbrio de tronco e boa função do membro superior ou equilíbrio de tronco moderado com insuficiência grave de todos os quatro membros.

Grau II - Cadeirantes ou aqueles com comprometimento locomotor severo, mas têm boa ou leve função dos membros superiores, com comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Além de comprometimento unilateral severo. 

Grau III - capazes de andar sem auxílio, mas que possuem comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Cegos totais de ambos os olhos também fazem parte desta classe e devem usar uma venda durante a competição.

Grau IV - Atletas que possuem um ou dois membros comprometidos ou com alguma deficiência visual.

 

Fonte: MktMix Assessoria de Comunicação; foto: Marcelo Regua/MPIX/CPB

 

 

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