Adestramento

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QUIZ CBH

ID CBH 4

A modalidade por Cel Salim Nigri

O adestramento ou Dressage como é conhecido internacionalmente é uma modalidade olímpica do Hipismo e, dentre todas as manifestações esportivas de equitação, constitui o segmento mais clássico. Os seus princípios básicos são os pilares da Equitação Acadêmica e adotados por todas as demais disciplinas.

Essencialmente técnica, busca o desenvolvimento do cavalo, através de uma educação harmoniosa de modo a torná-lo um “atleta feliz”. Portanto, na própria conceituação pode-se depreender que a modalidade impõe uma cuidadosa ginástica progressiva e racional, associada a uma preparação mental do cavalo, de maneira que nas competições, o animal deve mostrar-se calmo, elástico, descontraído e flexível. Durante toda a apresentação deve passar ao espectador a imagem de um cavalo confiante, atento e impulsionado, demonstrando um perfeito entendimento com seu cavaleiro.

No Adestramento o cavalo não é um instrumento ou objeto e sim SUJEITO e para ele todas as atenções devem convergir.

As provas são disputadas nos diversos níveis de dificuldades e de categorias, agrupadas em faixas etárias. Podem ser realizadas a céu aberto ou em pistas fechadas em um cercado de 20 m x 60 m, em piso de areia. Os competidores devem executar de memória movimentos perfeitamente definidos pelo regulamento de Adestramento, numa sequência pré-estabelecida (reprise), nas três andaduras naturais (passo, trote e galope).

A alta qualidade da apresentação é constatada pela franqueza e regularidade das andaduras, pela leveza e facilidade dos movimentos. O cavalo dá a impressão de realizar os movimentos por sua própria vontade e responde de forma imediata e até intuitiva, às solicitações do cavaleiro.

O grau de exatidão e correção da prova é avaliado por três, cinco ou sete juízes, distribuídos ao longo do cercado que delimita o picadeiro. Os árbitros julgam os movimentos dos concorrentes, atribuindo graus de 0 a 10, sendo vencedor aquele que obtiver o maior percentual, resultante do somatório de todos os graus atribuídos pelos juízes.

Histórico

O Adestramento remonta a mais longínqua antiguidade, dos mongóis aos árabes, passando pelos egípcios e persas.

Com a queda do Império Grego, houve um grande declínio na arte de montar. Desse período, restou apenas o tratado escrito pelo General Xenofontes (430-354 AC) e, considerado a obra literária mais antiga sobre a equitação. Esse trabalho teve uma imensa relevância na evolução histórica do Adestramento.

O século XVI, quando os cavaleiros exibiam as suas habilidades digladiando-se com uma equitação voltada para a guerra, as artes e as ciências passaram por uma grande transformação, a Renascença Italiana. A arte equestre beneficiou-se, extremamente, com a criação de famosas academias e renomados mestres. Foi um marco na história da equitação, inaugurando-se assim uma nova era. A obra de Xenofontes foi fundamental na preservação dos princípios e da cultura equestre, servindo de base para a renovação gerada pela Renascença.

Os séculos XVIII e XIX foram pródigos para a disciplina que fundamentou princípios, conceitos e doutrinas e, viu florescer as grandes escolas que proliferaram por toda a Europa, construindo os alicerces para a edificação da equitação atual. Escolas como Versalhes, Espanhola de Viena, Saumur, entre tantas, propagavam os seus conhecimentos e estudos da Arte Equestre. Nomes como Pluvinel, Newcastle,dÁbzac, L´Hotte, Baucher, La Guérinière, Weyother, dentre tantos outros destacavam-se como grandes mestres. As diversas tendências lideradas por esses célebres equitadores provocaram discussões infindáveis e esse choque de ideias, doutrinas e métodos proporcionaram um legado cultural de valor inestimável, para as futuras gerações.

Trajetória Institucional

Coube à Federação Equestre Internacional (FEI), instituída em 1971 a incumbência de preservar a Arte Equestre, mantendo a pureza de seus princípios para transmiti-los intactos às futuras gerações. Embora o Adestramento tivesse participado pela primeira vez nas Olimpíadas de Estocolmo (SUE), em 1912, foi em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlin (ALE), graças a feliz influência da FEI, que foram estabelecidos os parâmetros de julgamento, confrontando equipes internacionais de estilo e tendências diferentes.

Os resultados dos Jogos Olímpicos, realizados de quatro em quatro anos, nos anos bissextos, foram altamente positivos e duradouros, emergindo dessas disputas doutrinarias e de métodos de treinamento o desenvolvimento da arte, que cada vez mais se aproxima, em essência, da perfeição dos movimentos.

O Adestramento no Brasil recebeu um grande impulso com a vinda da missão Militar Francesa, que aqui chegou aos idos de 1922, contratada pelo governo brasileiro para transmitir conhecimento nos diversos campos de atuação do Exército Brasileiro. Na área da equitação, a Missão tinha por objetivo estabelecer regras uniformes para a prática das atividades a cavalo. Oficiais experientes, impregnados da tradição da Cavalaria francesa, transmitiram-nos um legado de conhecimentos, fundamentos em experiências acumuladas ao longo de mais de dois milênios. Em 1924, formou-se a primeira turma de Instrutores do Núcleo de Adestramento de Equitação, atual escola de Equitação do Exército. A partir de então, o esporte equestre, recebeu, em toda a sua plenitude, um grande estímulo e , em especial o Adestramento, matéria base para as demais modalidades.

Adestramento no Brasil por Sandra Smith (setembro 2020)

A CBH vem adotando uma política de intercâmbio com a vinda de juízes e treinadores internacionais de países mais desenvolvidos na modalidade, que através de cursos, palestras, clínicas e participações na arbitragem dos eventos, tem propiciado um rápido desenvolvimento de nossos conjuntos de alta performance, bem como a participação de representantes brasileiros em competições de visibilidade no exterior obtendo bons resultados.

A nível nacional o Adestramento tem uma intensa programação que desenvolve durante o ano, nos diversos centros onde se pratica a modalidade e fomentando a mesma em novas regiões, incluindo competições, clínicas, palestras e cursos.

Os concursos nacionais de adestramento (CAN) são organizados nos diversos Estados nas séries Elementar, Preliminar, Média I, Média II, Forte I, Forte II, Intermediaria, Especial, Cavalos novos 4,5,6,7 anos e Pônei. As categorias dividem-se em Pônei escola, Mini-mirim, Mirim, Amador, Juvenil, Profissional, Junior, Young Rider e Senior.

Também são organizados Desafios Brasil, prova nacional na qual o juiz se desloca aos diferentes estados.Anualmente são programados e organizados o Campeonato Brasileiro de Adestramento e Taça a Brasil em que todas as categorias e séries são considerados, bem como o Ranking CBH de adestramento que é a soma da pontuação em todos os eventos do ano.
Resultados

O primeiro Campeonato Brasileiro de adestramento foi realizado em 1955 Sagrou-se campeão o Cel. Silvio Marcondes e vice- campeão o Cel. Avila. Até 2019 o Adestramento do Brasil participou de 12 edições de Jogos Pan-americanos e conquistou 6 medalhas, sendo 5 por equipe e 1 individual. Todas de bronze.

Jogos Pan-americanos

1975 Cidade do México, México
Ingrid Borghof Troyko, Diana Osward e Gerson Borges conquistam o 1º bronze por equipes.

1983 Caracas, Venezuela
Orlando Facada com Premiado, Ileane dos Santos Diniz, a Lica, montando Ducat, José Schleder e Jerez conquistam o 2º bronze por equipes e Orlando Facada, o 1º e único bronze individual.

2007 Rio de Janeiro, Brasil
Renata Rabelo com Monty, Luiza Almeida com Samba e Rogério Clementino com Nilo V.O. arrematam o 3º bronze por equipes após um hiato de 20 anos. Cel. Salim Nigri era diretor da CBH, Sabine Bilton, chefe de equipe e o treinador, o sueco Eric Lette.

2015 Toronto, Canadá
João Vitor Marcari Oliva e Xamã dos Pinhais, João Paulo dos Santos e Veleiro do Top, Leandro Aparecido da Silva e Di Caprio e Sarah Waddell e Quixote Donelly conquistam o 4º bronze por equieps. A diretora de adestramento da CBH era Sandra Smith de Oliveira, o chefe de equipe Marcelo Vasconcellos e a treinadora Mariette Whitages.

2019 Lima, Peru
Com João Paulo dos Santos e Carthago Comando SN, João Vitor Oliva e Biso da Lezirias, Leandro Aparecido da Silva e Di Caprio (GP) e Pedro Almeida e Aoleo (GP) arremataram o 5º bronze por equipes. Mauro Pereira Junior com Carthago Comando SN foi o reserva. A diretora da CBH era Sandra Smith que também foi chefe de equipe e cada concorrente levou seu treinador. Esta foi a única equipe a ganhar uma medalha apresentando cavalos em Grande Prêmio.

Jogos Olímpicos

Em Jogos Olímpicos o Brasil participou cinco vezes, sendo quatro delas com representantes individuais e uma com equipe.

2016 Rio de Janeiro, Brasil
A participação por equipe em 2016 no Rio de Janeiro foi histórica e o Brasil obteve a 10º colocação com João Vitor Marcari Oliva e Xamã dos Pinhais 46º lugar, Giovanna Pass e Zyngaro de Lyw 47º lugar, Luiza Almeida e Vendaval 4 , 49º lugar e Pedro Almeida e Xaparro do Vouga 53º lugar. Manuel Tavares de Almeida com Viheste foi o reserva. A diretora de adestramento da CBH era Sandra Smith, chefe de equipe Marcelo Vasconcellos e treinadora Mariette Whitages.

1972 Munique, Alemanha
O melhor resultado olímpico individual do Brasil é de Sylvio Marcondes com Othelo 33º lugar em Munique 1972. O era treinador Cel. Cavotti

2000 Sydney, Austrália
Em Sydney 2000 Jorge Ferreira da Rocha e Lanciano classificaram-se em 47º lugar. O diretor na época era Cel. Salim Nigri que também atuou como chefe de equipe e a treinadora Marieta Almasy.

2008 Pequim, China
Em Pequim 2008 as disputas do hipismo foram em Hong Kong. Defenderam o Brasil Luiza Almeida e Samba, 40º lugar e Leandro Silva e Oceano do Top, 43º lugar. O diretor e chefe de equipe foi o Cel Salim Nigri, também diretor da CBH, e o treinador Johan Zagers.

2012 Londres, Inglaterra
Luiza Tavares de Almeida com Pastor defendeu o Brasil e foi a única representante brasileira terminando em 47º lugar. O diretor de adestramento da CBH era Cel Salim Nigri

Jogos Equestres Mundiais

2002 Jerez de Frontera, Espanha
Em Mundiais o Brasil estreou em 2002 com a participação de Micheline Schulze e Frapê em Jerez de la Frontera obtendo o 65º lugar. A diretora da CBH era Claudia Mesquita e o treinador foi Orlando Facada.


2010 Kentucky, EUA
Pela primeira vez, o Brasil participa dos Jogos com uma equipe completa foram por Luiza Almeida e Samba, 55º lugar, Marcelo Alexandre Silva e Signo dos Pinhais, 56º lugar e Rogério Clementino e Portugal 58º lugar. O diretor da CBH e chefe de equipe foi o Cel Salim Nigri e o treinador Johan Zagers. A equipe chegou em 14º lugar, melhor classificação brasileira nos Jogos.

2014 Normandia, França
A equipe foi formada por, João Vitor Marcari Oliva e Xamã dos Pinhais 85º lugar, Manuel Almeida e Viheste 87º lugar, Pedro Almeida e Samba 91º lugar e Luiza Almeida e Pastor que não finalizou a prova por problemas veterinários. A diretora e chefe de equipe foi Sandra Smith e treinadora Mariette Whitages. A equipe fechou em 24º lugar.

2018 Tryon, EUA
O Brasil chegou em 15º lugar. Defenderam o Brasil João Vitor Marcari Oliva com Xiripiti, 59º lugar, Giovanna Pass e Zyngaro de Lyw, 64º lugar, Leandro Silva e Di Caprio, 71º lugar e Pedro Almeida e Aoleo, 72º lugar. A diretora de adestramento e chefe de equipe foi Sandra Smith e a treinadora Mariette Whitages. O Brasil chegou em 15º lugar.

Finais de Copa do Mundo

O Brasil classificou-se duas vezes para participar da Final da Copa Mundo. A primeira participação foi de Luiza Almeida com Samba em 2010 na Holanda obtendo o 15º lugar, o diretor e chefe de equipe foi o Cel. Salim Nigri e o treinador Johan Zagers.

A melhor colocação em finais da Taça do Mundo cabe a João Vitor Marcari Oliva com Xamã dos Pinhais em Omaha, EUA, 2017 com o 14º lugar obtendo 68,214% no Grand Prix e 70,321% no Freestyle. A diretora da modalidade da CBH era Sandra Smith e o treinador Norbert van Laack.

(Aguarde atualização com imagens) 

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