João Victor Oliva entre os Top 30 do Mundial de Adestramento; Alemanha celebra título por equipes em casa

Na quarta-feira, 12/8, o Grand Prix – disputado em dois dias com participação de 91 conjuntos encerrou a disputa da modalidade Adestramento por equipes no Mundial – FEI World Equestrian Games, na Alemanha. Ao mesmo tempo, foram definidos os conjuntos Top 30 que disputam o Grand Prix Special, na sexta-feira, 14, concorrendo a medalhas individuais.

Pelas cores do Brasil, João Victor Marcari Oliva com seu Feel Good VO NRW, dupla vice-campeã individual e por equipes no Pan-americano 2023, garantiu sua vaga no Grand Prix Special com 70,714% de aproveitamento, emplacando na 30ª colocação entre os melhores do mundo.

João e Feel Good VO executando um belo piaffe (movimento de reunião máxima)

“Eu hoje fiz uma boa apresentação, foi o que eu treinei em casa, o cavalo está preparado, com muita energia, ele também quis a pontuação como eu: estávamos em sintonia. Então fiquei muito feliz com a prova, sempre tem como a gente melhorar. Só que hoje eu saí muito satisfeito com a minha apresentação. Agora eu tenho que abraçar a minha equipe, todo mundo comemorar junto e meu cavalo merece um saco de cenoura!”, comemorou João, 30, mais premiado ginete do Adestramento brasileiro, que está em seu 4º Mundial.

Quem abriu a rodada do Time Brasil e de todo grupo do Grand Prix nesta quarta-feira, 12, foi Murilo Augusto Machado com Jorge VO, que garantiu uma bela estreia em Mundiais, fechando com 65,093%. Muita emoção para Murilo, 30, que acompanhou João Victor Oliva como tratador em muitas competições.

Murilo estreando em um Mundial com Jorge VO

“É muito bom representar a população brasileira e ter todos os amigos, os colegas aqui trabalhando com você. Porque o processo para chegar até aqui, desde a seletiva até a quarentena e tudo, exige muita dedicação.  A quarentena no Rio de Janeiro foi espetacular, com o auxílio do Exército e da CBH e com os cavalos do Paradestramento. Foi um momento muito bom ali para a gente se entrosar”, disse Murilo, único da equipe que saiu do Brasil. “Aqui também, na Europa, quando a gente se encontrou com toda a equipe, foi um momento muito divertido, onde a gente pensou em evoluir a nossa montaria e, acima de tudo, se divertir para fazer uma boa apresentação”, complementou o cavaleiro.

Daniel Pinto, treinador do Time Brasil no ciclo olímpico Los Angeles 2028, ao lado de Claudia Mesquita, chefe de equipe e diretora da modalidade na CBH

No primeiro dia do Grand Prix, o melhor resultado do Brasil ficou por conta de Nuno Chaves de Almeida, 38, apresentando Noga, de apenas 9 anos, e que fez bela apresentação com 66,273%. “Estou muito contente com o desempenho, claro que sempre achamos que podemos ser melhor. Mas acho que o cavalo e eu fizemos uma prova honesta, boa, cumprimos a reprise e estou muito contente com o resultado e com o trabalho que a gente desenvolveu até agora”, disse Nuno, 38. “O Noga é um cavalo de 9 anos, começou no Grande Prêmio só este ano, portanto ainda é muito novo nas pistas. Mas temos que ganhar confiança e tenho a certeza que vai ser um cavalo de futuro”, destacou Nuno Chaves, 38, que nasceu em Niterói (RJ) e, aos quatro anos, mudou para Portugal, terra dos seus pais, passando a defender o Brasil em 2022.

Nuno em bela apresentação com jovem Noga, de apenas 9 anos

O Brasil foi o primeiro a entrar na arena em Aachen, com Manuel Rodrigues Tavares de Almeida, o Manu, 31, montando Hermes, fechando com 60,761%, um pouco abaixo das expectativas, também devido a um susto do cavalo com as bandeiras durante o piaffe, o que penalizou a dupla. “Acho que o Brasil fez um papel bonito de estar aqui com uma equipe completa, foi um esforço grande de todo mundo”, ressaltou o cavaleiro. “Claro que a gente prevê a maturação e a otimização dos resultados dessa equipe mais para frente, mas a gente coletivamente decidiu vir para o Mundial, mesmo sabendo que a gente ainda está longe dos pontos que a gente gostaria de ter e pode alcançar. Mas fez parte de uma estratégia de vir, marcar presença com a equipe completa e mostrar para o mundo que o Brasil já tem uma equipe que vai participar desses Jogos e dos próximos”, complementou Manu.

Manuel e Hermes em ação na arena em Aachen, onde a dupla abriu oficialmente os Jogos e a apresentação do Time Brasil

 

Aplausos para João Victor Oliva ao final de sua apresentação

 

Alemanha conquista em casa o 13º ouro por equipes em Campeonatos Mundiais

Vinte anos depois de conquistar o ouro por equipes em Aachen, a Alemanha repetiu o feito diante de sua torcida no Campeonato Mundial de Adestramento FEI 2026. Os anfitriões terminaram com um total de 235,063%, 3,618 pontos à frente da Grã-Bretanha, enquanto a Dinamarca, atual campeã, ficou com o bronze.

Apesar da atuação dominante da Alemanha por equipes, nenhum conjunto alemão terminou entre os três primeiros na classificação individual. A Alemanha chegou a Aachen como favorita ao título e os donos da casa corresponderam às expectativas. Duas décadas depois da vitória anterior em Aachen, em 2006, a história se repetiu com a conquista do 13º título mundial por equipes.

A Grã-Bretanha defendeu com sucesso a medalha de prata por equipes conquistada no Campeonato Mundial de Adestramento FEI 2022, em Herning (DIN). A equipe britânica também contou com dois cavalos criados no país: Jagerbomb, de Becky Moody, e Donna Bella, de Fiona Bigwood.

Agora, as medalhas individuais

A disputa pelas medalhas individuais do Campeonato Mundial começa na sexta-feira, 14/8. Os 30 melhores conjuntos do Grand Prix estão classificados para o Grand Prix Special, com atletas de 17 países, concorrendo a medalhas. Já no sábado, 15/8, com participação dos Top 18, será definido o pódio do Grand Prix Freestyle.

Imprensa CBH com infos FEI; fotos: Luis Ruas

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